Conheça os grandes sucessos da Jovem Guarda

A rebeldia da geração rock and roll dos anos 60 teve uma versão mais comportada no Brasil. A chamada turma do ‘’iê iê iê’’ tinha letras mais românticas, feitas para adolescentes. A expressão ‘’jovem guarda’’ para esse movimento musical só começou a ser usada com a estreia do programa, comandado por Roberto Calos, Erasmo Carlos e Wanderléia.

O programa era praticamente improvisado, as câmeras eram aquelas gigantes, usava-se manivelas para dar zoom, não tinha tape e era tudo ao vivo, se errasse ou não, tinha que ir em frente e dava certo, imagine o sufoco para a produção e os músicos.

Bom, naquela época vocês nem fazem idéia o que era a dificuldade para um conjunto vocal, instrumental ou só instrumental mesmo encarar um baile. Os equipamentos de som que conhecemos hoje, antes, eram um terror,  a qualidade era muito ruim, a potência era mínima e a distorção era muito grande. Então faziam o programa que dava um barulho tremendo e aquilo valia como música.

Com o passar dos anos a realidade no mundo da música é outra, veja abaixo os instrumentos e ferramentas essências que faz a diferença na hora da sua apresentação, show ou outro tipo de evento, inclusive de rock.

Instrumentos do Rock

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- Guitarra

- Bateria

- Contra Baixo

- Microfone

- Mesa de som

- Amplificador

Um marco para a trajetória do rock brasileiro.

O oposição à velha guarda, anterior ao rock’n roll, eles queriam distância de samba, daí o nome: Jovem Guarda. Mas, uma outra turminha já tinha dado os primeiros passos para conquistar o público rockeiro no Brasil. Era o final de década de 50 e Celly Campelo dominava as rádios com a ousadia de ‘Estúpido Cupido’, além de outros sucessos.

Erasmo, Roberto e Wanderléia buscavam esse mesmo espaço nas rádios. Só que antes dessa parceria teve história e foi no Rio de Janeiro que Roberto Carlos juntou com Tim Maia e montaram uma banda chamada ‘Os Esputiniques’, só que a banda acabou dando em nada. Depois que Erasmo apareceu, criaram outra banda chamada “The Sputniks”, e assim formaram com o Arlênio, China, Trindade e Welliton, na tradução o nome era cobra, que só tinha o nome e por fim, acabou também, apesar de terem gravado algumas músicas.

Depois disso, Roberto Carlos foi ser crooner de boate no Rio e Erasmo conseguiu uma ‘boquinha’ para acompanhar os crooners no programa Clube do Rock de Carlos Imperial.

Um dia, Erasmo mostrou a Roberto uma versão de um grande sucesso americano chamado ‘splish splash’, que para quem não sabe, representa o barulho de alguma coisa caindo na água. Ele gravou e, a musica começou a aparecer, entrou nas paradas de sucesso, então ele já era recebido nas gravadoras de sucesso, o cachêzinho foi aumentando mais e aquela coisa crescendo, aí descobriram que podiam compor juntos.

Mas ser rockeiro no começo da década de 60 no Brasil não era nada fácil, o rock a brasileira precisa dividir espaço com outro movimento, a bossa nova, que crescia a cada lançamento. A musa, Celly Campello se casou e saiu da vida artística, os sucessos nos discos eram raros e os programas de televisão também.

Erasmo Carlos e Wanderléia decidiram insistir e divulgavam um tipo de música que nessa época ainda tinha muito de bolero e samba canção, mas com pitadas de rock’n roll. Foi quando o trio, Roberto, Erasmo e Wanderléia mostrou que havia lugar para esse gênero musical no Brasil.

A receita deu certo e arrastou milhares de adolescente para o teatro da Record. A mineira Martinha era uma das cantoras preferidas da geração jovem guarda. Em poucos meses a jovem guarda tornou-se uma das grandes atrações da record, mas foi o sucesso de Roberto e Erasmo que fez o programa ganhar fama nacional, “ Quero que tudo vá para o inferno” transformou a onda do “iê iê iê’’ em movimento musical.

O programa tornou-se tão polular, assim como aconteceu com os Beatles. Uma agência publicitária passou a cuidar da imagem do trio central da jovem guarda, as roupas estranhas, os babados e óculos exagerados viraram marca e a nova onda da moda.

Os grupos musicais se inspiravam nos grandes conjuntos norte americanos, muitas das canções gravadas, nem recebiam nova versão. Atenção para um detalhe: gênios modernos, quatro lindas vozes cantando num só microfone e era uma  beleza de som, o Golden Boys. Esses jovens dominaram as tardes de domingo por quatro anos, vários compositores de outros estilos, como os baianos da Tropicália foram atraídos pelo jovem guarda e começaram a incluir elementos do “iê iê iê” às suas composições.

O som eletrônico, uma das marcas da música dos anos 70 no Brasil tem as raízes da jovem guarda. As guitarras que acompanhavam as canções ‘domingo no parque’ de Gilberto Gil e ‘alegria alegria’ de Caetano Veloso foram inspiradas no ritmo musical da jovem guarda.

Erasmo Carlos sempre disse que a tropicália de Caetano e Gil foi uma das principais causas do esvaziamento da jovem guarda. Para o tremendão, os temas sociais do novo movimento conquistaram o público, mais atento aos desmandos da ditaduras militar. Mas a jovem guarda fez escola, 20 anos depois inspirou artistas e grupos como Titãs, Blitz e Léo Jaime, era o começo de outra grande época da música brasileira e o iê iê iê cumpriu finalmente sua missão de consolidar o rock nacional.

Principais Sucessos da época

Joy+Division+06

  • Golden Boys: Shoke geis in your eyes, Pensando nela.
  • Vanderléya :  Devolva-me, Imenso amor, Pare o casamento.
  • Celly Campelo: Estupido Cupido, Lacinhos Cor de Rosa, Banho de lua.
  • Tim  Maia: Acenda o Farol, Não Quero Dinheiro, Você, Primavera.
  • Roberto Carlos: Eu sou terrível, Se você pensa, Namoradinha de um amigo meu, Quero que tudo vá pro inferno: Lobo mau, Não é papo pra mim.
  • Erasmo Carlos: Pode vir quente que eu estou fervendo, O caderninho, Gatinha manhosa, o pica pau.
  • Rita Lee: Chega mais, Mania de você, Agora é moda.
  • Raul Seixas: Eu nasci há dez mil anos atrás, Tente outra vez, Maluco beleza.

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